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As manobras de Ressuscitação Cardio-Pulmonar por si só têm uma utilidade limitada em melhorar o prognóstico da maioria das paragens cardíacas. O prognóstico pode ser melhorado quando a seguinte sequência de eventos, ocorre o mais rapidamente possível:
Reconhecimento dos sinais de alarme;
Activação do sistema de emergência médica;
Início do Suporte Básico de Vida;
Desfibrilhação Precoce;
Início do Suporte Avançado de Vida.
Dito por outras palavras, um indivíduo que sofre uma paragem cardíaca tem maiores hipóteses de sobrevida quando a paragem é presenciada, quando quem assiste inicia o suporte básico de vida, quando o ritmo inicial é a fibrilhação ventricular e quando a desfibrilhação é conseguida rapidamente.
Como qualquer outra cadeia, esta tem a força do seu elo mais fraco. Se algum dos elos falha, ou é fraco, as hipóteses de sobrevida são diminuídas e o sistema de emergência médica está condenado a obter maus resultados, daí que os maiores esforços tenham vindo a ser desenvolvidos, um pouco por toda a parte, no sentido de reforçar cada elo desta cadeia, existindo evidência suficiente acerca da melhoria da sobrevida sempre que se reforçam os seus elos.
O objectivo de uma reanimação não é só recuperar os batimentos cardíacos. O mais nobre e verdadeiro objectivo da reanimação é a recuperação de cidadãos para uma vida de relação comparável à que tinham antes da paragem cardio-respiratória.
Desta forma, é prioridade da Salva-Vidas a massificação do ensino do Suporte Básico de Vida, é este o nosso principal objectivo. Desta forma tenta colmatar-se uma falha de formação na área da reanimação a nível nacional.
Contudo, e reconhecendo a necessidade de fortalecer o 3º. e 4º. Elo da Cadeia de Sobrevivência, é também por nós efectuada a formação em Desfibrilhação Automática Externa, Suporte Imediato de Vida e Suporte Avançado de Vida.
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